terça-feira, 2 de outubro de 2012

Acupuntura para pacientes oncológicos


      O número de diagnósticos de casos de câncer em animais de estimação tem aumentado a cada ano. Este aumento é devido à vários fatores, mas em parte está relacionado ao fato dos animais estarem vivendo mais tempo.
       Não, a acupuntura não cura câncer. Mas pode ajudar, e muito, como terapia auxiliar no tratamento de sintomas da doença. Atua reduzindo ou eliminando quadros de insônia, ansiedade, fadiga, depressão e falta de apetite. Também é usada com sucesso no alívio de sintomas provocados pela quimioterapia e radioterapia, entre eles as náuseas, vômitos, dores articulares e inapetência. No pós-operatório, seu uso permite a redução das dores e a diminuição da medicação analgésica.
    Estudos indicam que a prática de acupuntura, aliada principalmente à fitoterapia chinesa, homeopatia, nutrição e uso de AINES reduzem o crescimento tumoral; portanto, a MTC é uma grande alternativa nos casos de tumores, e também em casos onde a metástase já se instalou no organismo do animal.
   Tratar um paciente que possui câncer com MTC proporciona ao clínico veterinário um diferencial, pois nota-se uma melhora no quadro geral do animal. É ir além do tradicional “ato cirúrgico seguido de quimioterapia”, que é prática comum da medicina ocidental. Além disso, há limitações na doença avançada.
     A Medicina Tradicional Chinesa mostra-se uma terapia bem menos invasiva e a mais natural abordagem para alcançar saúde, longevidade e melhor qualidade de vida.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Qualidade de vida na terceira idade

          
          Se cães de pequeno porte viviam entre 10 e 12 anos, em média, hoje ultrapassam os 15. Já com os cachorros maiores, antes com vida útil entre 6 e 7 anos, chegam com mais frequência aos 13. Com os gatos, a idade média varia entre 15 e 18 anos. Nossos animais estão vivendo mais graças a uma série de evoluções, como desenvolvimento de rações de melhor qualidade e aperfeiçoamento de métodos de diagnóstico precoce de doenças. Em compensação, nossos amigos idosos requerem mais cuidados com a sua saúde, pois assim como nós, na "terceira idade" eles ficam mais frágeis e suscetíveis a doenças como artroses, calcificações vertebrais, cardiopatias, tumores, problemas geniturinários dentre outros. O sistema imunológico já não funciona tão bem quanto nos adultos, deixando o animal vulnerável às infecções. O animal fica mais lento e pode ser que não veja e não ouça tão bem. A flexibilidade, força e resistência muscular também ficam alteradas.
          Visando minimizar as limitações do paciente geriátrico, a acupuntura entra nesse contexto possibilitando diminuição da dor de pacientes com neuropatias, artroses e pacientes oncológicos. Estimula o sistema imune, trata incontinência urinária, melhora a circulação sanguínea, fortalece músculos e tendões. A acupuntura associada com o tratamento alopático pode levar a diminuição das doses de alguns medicamentos, como analgésicos e antiiflamatórios, à medida que o clínico observa a melhora dos sintomas. Além disso, contribui com um intenso relaxamento e redução do estresse e depressão. O objetivo principal do tratamento desses animais com acupuntura é a melhora da qualidade de vida.
          Cães idosos têm necessidades especiais, e cabe a você ajudá-lo a se tornar mais confortável nesta fase.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Doenças na Medicina Tradicional Chinesa

          Ainda que a medicina ocidental reconheça apenas os vírus e bactérias como agentes patogênicos externos, os chineses observaram que o corpo reflete as condições climáticas. Dessa forma, eles admitem a existência dos seguintes fatores patogênicos: Frio, Vento, Umidade, Secura e Calor. Apesar de um diagnóstico de "vento e frio invadindo os pulmões" possa soar primitivo, esse tipo de diagnóstico descreve precisamente a maneira como um certo tipo de fator patogênico se comporta dentro do organismo. Os sintomas do vento, por exemplo, agem exatamente como o vento na natureza:  eles vêm e vão, geralmente sem aviso prévio. É o que acontece em casos de dores que mudam de lugar. O vento causa movimento, portanto ele geralmente está envolvido onde existem sintomas de convulsões, espasmos ou tremores. 
          Da mesma forma, os sintomas do frio agem como na natureza: eles causam contrações, desaceleram as funções e dão a sensação de frio. O alto grau de eficácia no tratamento desse tipo de desordem (como com ervas e pontos que "repelem o vento e dissipam o frio") é a prova de que o diagnóstico é muito mais do que uma mera idéia filosófica. Apesar da medicina ocidental conseguir isolar o vírus que causa essa condição, ela ainda não tem uma maneira segura e eficaz de tratar do vírus, a não ser aliviando alguns dos sintomas que ele causa. Por outro lado, milhares de anos de tentativas e erros através da observação da natureza e do corpo humano levaram a inúmeros tratamentos eficazes na medicina chinesa para as infecções virais que se encaixam nesse padrão.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Entendendo a lógica da medicina oriental

 "Com certeza, no momento, o grande obstáculo que existe à uma maior incorporação das técnicas da medicina chinesa aos arsenais terapêuticos da medicina ocidental, resulta da incompreensão da essência, da linguagem e do funcionamento da primeira pela segunda. Infelizmente, o cientista ocidental encontra-se preso por uma rigidez enorme de conceituações e princípios que dificultam a compreensão de um conhecimento que está registrado numa linguagem diferente daquela a que ele está acostumado." (Botsaris, 2007)

          A ciência chinesa nasce num contexto onde existe um conceito filosófico centralizador e tem uma grande preocupação com a harmonia do universo, com a integração das coisas. A linguagem usada na ciência era a mesma daquela usada pelo povo e sempre repleta de termos simbólicos. Já a ciência ocidental foi construída em cima de conceitos puramente lógicos, lineares, de causa e efeito, herdados em parte de alguns pensadores gregos. A medicina ocidental busca estudar variáveis únicas e suas influências sobre os pacientes, compartimentalizando-se cada vez mais, tornando-se um conjunto de superespecialidades em detrimento de uma abordagem que considere o indivíduo como um todo. 
          A medicina tradicional chinesa se preocupa com a harmonia do paciente com o meio.
          Apesar de serem completamente diferentes, essas duas medicinas se complementam e a efetividade dessa combinação já foi evidenciada.
          Esse paralelo entre a medicina ocidental e oriental é necessário para que o leitor entenda que apesar de a linguagem utilizada pela última soe bastante estranha, não se deve "jogar fora" 5.000 anos de existência.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Moxabustão: utilização do calor para tratamento

          A moxabustão, ou moxa, vem da palavra japonesa mokusa, que significa "erva queimada". Trata-se do aquecimento dos pontos de acupuntura com um bastão da erva chinesa Artemisia vulgaris ou “Artemísia”, removendo bloqueios de energia que obstruem o fluxo do Qi pelos meridianos, eliminando a umidade e o frio que promovem disfunções no organismo. Do ponto de vista ocidental, os efeitos da aplicação de calor são as alterações no comportamento metabólico/celular (elevação), circulatório (vasodilatação) e na função nervosa (relaxamento muscular e sedação).
          A moxa poder ser utilizada sozinha ou em combinação com a agulha para que o calor atinja tecidos mais profundos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Acupuntura sem agulhas: STIPER


         Stiper são pastilhas macias produzidas com silício cristalizado e aglutinado com celulose vegetal, dois elementos 100% naturais, sem efeitos colaterais e sem contra-indicações. O silício é um potente ordenador de ondas e freqüências e permite maior estimulação de pontos do corpo humano, assim como as agulhas. Essas pastilhas de silício são fixadas sobre a pele com um esparadrapo, por exemplo, estimulando os acupontos ao logo dos dias subsequentes. É um método não invasivo e utilizado no lugar das agulhas de acupuntura em determinadas situações.
        O uso do Stiper em animais de competição e mesmo nos queridos Pets têm se mostrado eficiente, dando ao animal oportunidade de tratamento natural, delicado e confortável.

domingo, 8 de julho de 2012

Eletroacupuntura


          A eletroacupuntura consiste na utilização de estímulo elétrico pelas agulhas, emitido por meio de um aparelho de eletroestimulação. A intensidade dos estímulos elétricos é regulada de modo que a sensação produzida esteja em um nível tolerável pelo animal. A estimulação elétrica de acupontos é usada principalmente em duas situações: para alívio da dor (tanto central como periférica) e em substituição à manipulação das agulhas pelo terapeuta. As principais indicações da eletroacupuntura são casos de paralisia, condições dolorosas crônicas graves (como neoplasia), condições dolorosas que não respondem à estimulação manual e indução da analgesia cirúrgica por acupuntura.