terça-feira, 21 de agosto de 2012

Entendendo a lógica da medicina oriental

 "Com certeza, no momento, o grande obstáculo que existe à uma maior incorporação das técnicas da medicina chinesa aos arsenais terapêuticos da medicina ocidental, resulta da incompreensão da essência, da linguagem e do funcionamento da primeira pela segunda. Infelizmente, o cientista ocidental encontra-se preso por uma rigidez enorme de conceituações e princípios que dificultam a compreensão de um conhecimento que está registrado numa linguagem diferente daquela a que ele está acostumado." (Botsaris, 2007)

          A ciência chinesa nasce num contexto onde existe um conceito filosófico centralizador e tem uma grande preocupação com a harmonia do universo, com a integração das coisas. A linguagem usada na ciência era a mesma daquela usada pelo povo e sempre repleta de termos simbólicos. Já a ciência ocidental foi construída em cima de conceitos puramente lógicos, lineares, de causa e efeito, herdados em parte de alguns pensadores gregos. A medicina ocidental busca estudar variáveis únicas e suas influências sobre os pacientes, compartimentalizando-se cada vez mais, tornando-se um conjunto de superespecialidades em detrimento de uma abordagem que considere o indivíduo como um todo. 
          A medicina tradicional chinesa se preocupa com a harmonia do paciente com o meio.
          Apesar de serem completamente diferentes, essas duas medicinas se complementam e a efetividade dessa combinação já foi evidenciada.
          Esse paralelo entre a medicina ocidental e oriental é necessário para que o leitor entenda que apesar de a linguagem utilizada pela última soe bastante estranha, não se deve "jogar fora" 5.000 anos de existência.

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